Prémios Trienal: Conheça o Júri

Enaltecer os autores que participam na arquitectura e a elevam a um estatuto primordial do quotidiano é um dos objectivos da Trienal. Os diferentes premiados que esta edição reconhece têm por base a fase do percurso em que se encontram, bem como o seu contributo para a arquitectura.

Prémio Carreira

Acreditamos na prática e na excelência consistentes. Valorizamos o trabalho relevante e a preeminência desse pensamento, antes de pensarmos em carreiras concluídas. Olhamos para os arquitectos em exercício, para as reflexões que produzem e para as obras que edificam. O Prémio Carreira é isso mesmo: pressupõe uma carreira no activo, para que essa distinção seja capaz de a impulsionar e reconhecer mais ainda.
Esse talento—individual ou colectivo—é eleito por um júri internacional que discute essa relevância e a escolha dos vencedores de 2019 junta vozes plurais:
Amale Andraos, do Líbano; Claudia Taborda, Portuguesa na Austrália; Enrique Walker, do Chile; Éric Lapierre, de França, Kunlé Adeyemi, da Nigéria; Momoyo Kaijima, do Japão e Sharon Johnston, dos Estados Unidos da América. Em edições passadas, o Prémio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp distinguiu Lacaton & Vassal (2016), Kenneth Frampton (2013), Álvaro Siza (2010) e Vittorio Gregotti (2007).
Leonor Antunes é a artista convidada responsável pela obra de arte que será entregue vencedor. Esta distinção consolida-se, ainda, numa conferência única, com um formato pioneiro na Trienal de Arquitectura de Lisboa, onde Carreira e Début se juntam em palco para contrapor visões e pensamentos da área, durante a semana inaugural, de 3 a 5 de Outubro.

Conferência Prémio Carreira: Anne Lacaton (Lacaton & Vassal), CCB, The Form of Form, Trienal 2016
Conferência Prémio Carreira: Kenneth Frampton, CCB, Close Closer, Trienal 2013

Prémio Début

Por se chamar Début, o seu objectivo torna-se homónimo: reconhecer uma prática cuja consolidação artística ainda esteja em construção, mas cujo pensamento e abordagem sejam tão relevantes que os seus autores vejam esse talento a ser impulsionado. Novas vozes, novas formas de pensamento e novos conceitos que tragam renovação à arquitectura: assim é o Début. As candidaturas são válidas para arquitectas/os que trabalham em nome individual ou ateliers, desde que a idade média seja até 35 anos. Para analisar as candidaturas destes autores em início de carreira estão: Ana Dana Beroš, da Croácia; Anna Ramos Sanz, de Espanha; Fosco Lucarelli e Mariabruna Fabrizi, de Itália; Go Hasegawa, do Japão; Joaquim Moreno, de Portugal e Sofia von Ellrichshausen, do Chile.

Nas últimas edições, o júri premiou os Chilenos Umwelt (2016) e o Norte-Americano Jimenez Lai, dos Bureau Spectacular (2013). O vencedor recebe um um prémio de 5000€ e junta-se ao Prémio Carreira uma conferência única, durante a semana inaugural de “A Poética da Razão”, de 3 a 5 de Outubro.

Début Award: Umwelt, Conference, The Form of Form, Triennale 2016

Prémio Universidades

Na fase de aprendizagem, o pensamento e a reflexão são dois dos veículos mais relevantes para consolidar teorias e práticas que os aprendizados adquirem. A todos aqueles que frequentam o mestrado em Arquitectura, o call é internacional e está feito desde 24 de Maio de 2018: estudar Marvila, um território na zona oriental da cidade e que é o destaque do Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp de 2019. As propostas seleccionadas vão integrar a exposição central “Beleza Natural”—que decorre no Palácio Sinel de Cordes—a par do vencedor e das duas menções honrosas. Até 30 de Abril, estudantes de todo o mundo participaram e a selecção final das propostas foi feita por um júri, composto por: Anna Rosellini, de Itália; Eugeni Bach, de Espanha; Laurent Esmilaire e Sophie Deramond, de França; Patrícia Barbas, de Portugal; Tristan Chadney, do Reino Unido e Véronique Patteeuw, da Bélgica.

Marvila © Cláudio Balas
Marvila © Cláudio Balas