Economia de Meios

Economia de Meios sugere o desafio de usar apenas um meio para múltiplos fins, investigando o que faz desta categoria uma marca e uma pré-condição para uma arquitectura racional. É uma verdade universalmente reconhecida, saber que os recursos de todos os tipos, de forma global, devem ser usados com maior consciência e cuidado, situação que o século XXI torna mais premente.

OMA Rem Koolhaas, Très Grande Bibliothèque (TGB), plan, Paris, 1989. © Centre Pompidou, Paris.

Ao reduzir os meios – materiais, económicos e conceptuais – a que recorrem a um projecto de construção, os arquitectos exploram os limites e a definição da própria arquitectura. Na disciplina, pode significar um material, um espaço, uma forma ou um processo. A exposição propõe uma tipologia das formas pelas quais a economia de meios se exerceu até agora, e questiona sobre os que se podiam explorar hoje, independentemente se esta é feita na construção, em medidas, na repetição ou em meios processuais.

Concebida através de exemplos tanto contemporâneos como históricos, esta exposição multissensorial explora as formas inovadoras pelas quais os autores são guiados para soluções mais responsáveis, éticas, sustentáveis ​mas também mais belas, para desafios locais e globais, bem como interseções entre arquitectura e outras artes visuais, música e gastronomia.

Agenda
03
Out / 19:00 / Entrada livre Inauguração
Economia de Meios
MAAT–Central Tejo

com curadoria de Éric Lapierre

Curador
Éric Lapierre (FR)
Eric Lápierre, curador geral da 5ªEdição da Trienal de Arquitectura de Lisboa e curador da exposição Economia de Meios
Éric Lapierre é arquitecto e teórico da disciplina. Fundador e director da Éric Lapierre Experience (ELEx) - com obras amplamente reconhecidas mundialmente – divide a sua actividade entre a área de projecto e o ensaio crítico. Lapierre é professor na Escola de Arquitectura de Marne-la-Vallée (Paris), na Escola Politécnica Federal de Lausana e foi professor convidado na Accademia de Arquitectura do Mendrisio, Universidades do Québec e Montreal, Lovaina e Gante. Ao longo do percurso já publicou diversos livros. ou É autor de “Identification d’une ville – Architectures de Paris”, 2002; Guide d’architecture de Paris 1900-2008, 2008; Le Point du Jour A Concrete Architecture, 2011; Architecture of The Real, 2004, e Se la forma scompare, la sua radice è eterna, 2017, entre outros.